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Nada somos e nada conseguiremos, senão através Dele.

"Quando a última árvore tiver caído, quando a último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, a humanidade entenderá que dinheiro não se come". (Autor desconhecido)

Antes de imprimir veja se realmente é necessário. Pense em seu compromisso com o Meio Ambiente.

"O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã."

" Só entendi o valor do silêncio no dia que resolvi calar para não magoar alguém."

"Nada somos e nada conseguiremos, senão através Dele". (pense nisso)

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7 de agosto de 2010

Reciclagem Energética de Resíduos Sólidos Urbanos












Reciclagem Energética de
Resíduos Sólidos Urbanos


- Informações Gerais -
I - Panorama Mundial da Destinação Final de Resíduos Sólidos Urbanos
Observa-se tendência mundial pela reprogramação conceitual de embalagens, visando a minimização dos
resíduos gerados, e a intensificação de campanhas no sentido do consumo consciente, do reuso, da
reciclagem e da responsabilização das indústrias pelo pós-consumo. Resultados positivos destas
iniciativas já se notam principalmente nos países da União Européia, no Japão e nos EUA. Entretanto,
mesmo que os bons resultados atuais se acentuem, e que tais políticas produzam efeitos também nos
países do 3º Mundo, mais de 40% do lixo urbano não reciclável necessitará de destinação final
ambientalmente adequada.
O 4º Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC/ONU), que
dividiu com o americano Al Gore o Premio Nobel da Paz 2007, contém, em seu sumário para os
‘Formuladores de Políticas’, um conjunto de recomendações visando a redução das emissões de gases do
efeito estufa decorrentes da gestão do lixo urbano, que têm como principal origem o gás metano resultante
da degradação da matéria orgânica depositada em aterros.
Estas recomendações, além do indispensável destaque à reciclagem, exortam os governos a estabelecer
normas legais que impeçam práticas ambientalmente incorretas de destinação final do lixo e a incentivar a
disseminação de dois caminhos de solução: a mitigação dos efeitos das emissões do metano gerado nos
aterros existentes, através da sua recuperação para geração de energia, e o impedimento da formação de
novas fontes de geração de metano, através do uso do lixo não reciclável como combustível em usinas de
geração de energia elétrica ou térmica, as “waste-to-energy plants”.
As medidas recomendadas no documento do IPCC/ONU já se encontram em prática há cerca de uma
década na União Européia. A Diretiva 1999/31/EC, denominada “Landfill Directive” determinou a redução
drástica do envio do lixo biodegradável para os aterros sanitários.
Atualmente, cerca de 420 usinas Waste-to-Energy operam somente nos Países integrantes da União
Européia, tratando por ano cerca de 58 milhões de toneladas de lixo urbano, e servindo mais de 10
milhões de residências com energia elétrica ou térmica. Estudos recentes dos Consultores Frost & Sullivan
prevêem a implantação em países membros da União Européia de mais 100 plantas ‘Waste-to-Energy’ até
o ano de 2012, acrescendo em 13 milhões de toneladas por ano a capacidade total de tratamento.
O Japão é outro exemplo de país onde o uso do lixo como combustível ocorre em larga escala. Cerca de
40 milhões de toneladas anuais de lixo urbano, (80% do total) são destinadas em mais de 1900 usinas de
incineração, dentre as quais cerca de 10% geram energia elétrica ou térmica. O objetivo do Governo
japonês é atingir em 2010 uma potência instalada da ordem de 4170 MW, contra os atuais 979 MWh. Nos
EUA encontram-se em operação 98 usinas do tipo “waste-to-energy”, tratando 29 milhões de toneladas,
cerca de 15% do lixo urbano gerado por ano no País, com potência total de 2750 MW .
Exemplos de países que utilizam o lixo como combustível para a geração de energia não ficam restritos ao
1º Mundo. Há dezenas de usinas operando ou em fase de implantação na China, Coréia do Sul, Taiwan,
Malásia, Singapura e em outros países em fase de desenvolvimento.
Em síntese, estima-se que, anualmente, mais de 130 milhões de toneladas de lixo urbano têm destino
final em mais de 750 usinas de tratamento térmico com geração de energia, localizadas em 35 Países,
totalizando potência superior a 11000MW. Trata-se de uma verdadeira “Itaipu” impulsionada pelo
‘combustível lixo’.
II - Panorama brasileiro do destinação final do lixo urbano
Segundo a Constituição Federal, a gestão do lixo urbano é de competência exclusiva dos Municípios.
Dados oficiais mais recentes dão conta de que, diariamente, cerca de 158 mil toneladas de lixo urbano são
coletados. O Panorama Nacional de Saneamento Básico 2000, elaborado pelo IBGE, demonstrou que
praticamente 60 % do lixo urbano, cerca de 100 mil toneladas diárias, têm como destinação final os lixões,
aterros irregulares ou simplesmente são lançados à céu aberto na natureza, em encostas, rios e lagos.
Até mesmo a parcela do lixo urbano, cuja destinação final é considerada adequada pelo IBGE – 29% em
aterros sanitários e aterros controlados – gera dúvidas no âmbito do próprio governo. O documento
“Informe analítico da situação da gestão municipal de resíduos sólidos no Brasil – 2002” elaborado pelo
Ministério das Cidades, inicialmente reconhece que “o problema da disposição final de resíduos no Brasil
continua de uma magnitude alarmante”; e adiante, avaliando os números constantes do PNSB 2000
informados pelos Municípios afirma que podem ainda ser piores porque “ ...a diferenciação entre o que
seja um aterro sanitário, um aterro controlado ou até mesmo um lixão não é reconhecida por vários
segmentos sociais nem tampouco por alguns técnicos responsáveis pelos serviços nos municípios.”
Os impactos sociais e ambientais são alarmantes:
Dos Aterros/Lixões existentes, 63% estão localizados próximos a áreas de exploração agropecuária,
18% próximos a áreas residências e 7% próximos a áreas de proteção ambiental, o que eleva o risco
de contaminação das reservas de água potável pela ação do chorume (licor decorrente da degradação
da matéria orgânica depositada nos aterros).
Segundo números do IDS/Brasil 2008, em 2005 ocorreram cerca de 600 mil casos de internações por
doenças decorrentes do saneamento ambiental inadequado, causadas, principalmente, pela ingestão
de água contaminada por esgoto e lixo disposto na natureza (diarréias, esquistossomose, leptospirose,
hepatite A) e pela ação dos vetores (dengue, febre amarela, malária). O gasto anual estimado com
estas internações supera os R$ 500 milhões.
Mais de 1500 Municípios informam que perto de 25 mil catadores (22% menores de 14 anos) atuam
dentro dos Lixões em condições sub-humanas. A quase totalidade destes municípios reconhece que
não realiza qualquer trabalho social com os catadores.
A coleta seletiva regular ocorre em menos de 10% dos Municípios brasileiros, atendendo menos de
20% da população destes municípios. Estima-se que mais de 300 mil pessoas dediquem-se
regularmente à catação de materiais recicláveis nas ruas das Cidades brasileiras.
Segundo o Relatório do IPCC/ONU de 2007 sobre Mudanças Climáticas, as emissões do gás metano
resultante da degradação da matéria orgânica em aterros e lixões totalizam algo em torno de 5% das
emissões globais de gases do efeito estufa. No Brasil, onde a quase totalidade do lixo urbano gerado tem
como destino final os aterros sanitários e os controlados e, principalmente os lixões e os vazadouros a céu
aberto, a contribuição relativa para o aquecimento global pode ser considerada relevante. Apenas a título
de exemplo: o inventário de gases do efeito estufa elaborado pelo CentroClima/COPPE/UFRJ para a
Prefeitura de São Paulo (2003), apontou o gás metano gerado nos Aterros Sanitários ali instalados como
sendo a 2ª maior fonte de emissão (23,5%), superada apenas pelas emissões dos veículos leves (25,0%) .
Uma pesquisa do IBOPE/WWF-Brasil realizada em todas as regiões do País em 2006, sobre a percepção
e atitude dos brasileiros em relação aos problemas do meio ambiente já demonstra que a população
brasileira começa a tomar consciência sobre a gravidade do problema da destinação inadequada do lixo
urbano. Há percepção espontânea de 10% da população de que o lixo é um dos nossos três principais
problemas ambientais e que a poluição das águas, indicada por mais de 50% dos entrevistados como
nosso principal problema, é, em grande parte, causada pela destinação incorreta do lixo.
III – Uso do lixo como combustível para gerar energia: rota de destinação final mais indicada
A base das tecnologias mais utilizadas no Mundo para a geração de energia a partir do lixo urbano é a
combustão dos resíduos em regime fechado sob elevadas temperaturas e em presença de oxigênio
(oxidação enérgica da matéria). Como vantagem imediata está a drástica redução dos resíduos - cerca de
90% em volume e 75% em massa. A geração de energia elétrica ou térmica, com o aproveitamento do
calor dos gases da combustão dos resíduos pode ser considerada um ‘sub-produto’ do processo.
A forte campanha contrária às Usinas de Incineração durante década de 80 resultou na adoção de
legislações ambientais com limites extremamente rigorosos para as emanações gasosas nos países
membros da União Européia, nos EUA e no Japão, especialmente no que se refere às emissões dos
poluentes orgânicos persistentes (POP’s). No Brasil a legislação do CONAMA de 2002, a Resolução 316
que dispõe sobre incineração de resíduos, é também bastante rigorosa e adequada à nossa realidade.
Em 2001, a Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes, assinada por cerca de 50
países inclusive o Brasil, recomendou o tratamento térmico realizado de forma tecnicamente adequada
como Melhor Técnica Disponível e Melhor Prática Ambiental’ (anexo C, parte V) para a destinação final dos
resíduos sólidos urbanos. Para tanto deveriam ser atendidos os seguintes princípios: queima dos resíduos
em sistema fechado a elevadas temperaturas (mais de 850ºC), com tempo de residência adequado e
filtragem dos gases de incineração antes de liberá-los à atmosfera.
Estudos recentes realizados nos EUA, já apontam as unidades de incineração de resíduos urbanos com
geração de energia como fontes menos significativas de emissão de dioxinas e furanos. Estudo elaborado
pela EPA – Environment Protection Agengy ’ demonstra que as emissões destes poluentes persistentes
por incineradoras de lixo urbano, que em 1987 representavam mais de 60% do total destas emissões, em
2002 mantinham-se em torno de 3% do total. Os novos vilões das dioxinas e furanos nos EUA passaram a
ser as queimadas, de plantações e jardins, com cerca mais de deste 75% do total de emissões.
Na Alemanha, um documento do Ministro do Meio Ambiente, Conservação da Natureza e Segurança
Nuclear, intitulado “Waste Incineration: a Potencial Danger? (Setembro/2005)” fornece dados atualizados
sobre a incineração de resíduos urbanos como fonte de emissões de dioxinas e furanos naquele País.
No quadro a seguir observa-se claramente o efeito positivo das medidas adotadas naquele País durante a
década de 90 para a redução das emissões tóxicas, especialmente em usinas de incineração de resíduos
urbanos.
Atividades
Emissões por ano em g de
Unidades de Toxidade
1990 1994 2000
Extração e processamento de Metais 740 220 40
Incineração de Resíduos Urbanos 400 32 0,5
Centrais de Geração de Energia 5 3 3
Incineração de Resíduos Industriais 20 15 <10
Tráfego 10 4 <1
Emissões Totais 1200 330 <70
No mesmo documento, o Ministro afirma que “se a mesma quantidade de energia elétrica e térmica gerada
atualmente na Alemanha a partir dos resíduos urbanos, fosse gerada por suas centrais de geração de
energia tradicionais, haveria 3 vezes mais quantidade de tóxicos no ar, aí se considerando arsênico,
cádmio, níquel e outros metais pesados considerados cancerígenos”.
Mais recentemente, em abril de 2007 o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima da ONU,
dentre um conjunto de recomendações oferecidas aos ‘Formuladores de Políticas’ visando a redução das
emissões de gases do efeito estufa, indicou objetivamente o uso do lixo urbano não reciclável como
combustível para geração de energia, como forma de evitar a formação do gás metano resultante da
degradação da matéria orgânica depositada em aterros. É o que se pode chamar de um verdadeiro
incentivo à reciclagem energética do lixo urbano que não pode ser reciclado mecanicamente.
IV - A Reciclagem Energética do lixo no Brasil – A Tecnologia USINAVERDE
A USINAVERDE S/A é uma empresa brasileira de capital privado criada em 2001 que tem como objetivo
empresarial o licenciamento de sua tecnologia patenteada para empreendedores – poder público ou
iniciativa privada – interessados na implantação de Usinas de Reciclagem Energética,
A USINAVERDE é pioneira, no Brasil, no desenvolvimento de tecnologia e processos para a implantação
de Usinas de Reciclagem Energética do lixo urbano, sendo detentora de duas patentes:
INPI 9404414-7 - Patente do Processo de Mineralização de Resíduos Orgânicos (transformação de
resíduos orgânicos em sais minerais), registrada no Brasil e Países do Mercosul;
INPI 9804473-7 - Patente de hélices turbinadas para lavadores de gases da incineração de resíduos,
registrada no Brasil, Países de Mercosul, Chile, União Européia e Austrália.
Em fevereiro de 2007 a USINAVERDE protocolou no INPI pedido de patente para um sistema de alimentação
do forno de incineração e para um sistema de arraste de cinzas e escórias..
Para comprovação e aprimoramento de suas tecnologias patenteadas a USINAVERDE implantou em 2004,
no Campus da UFRJ da Ilha do Fundão, Rio de Janeiro, um Centro Tecnológico dotado de Usina Protótipo
com capacidade para tratar 30 toneladas diárias de lixo urbano (compatível com população de 50 mil
pessoas), gerando 440 kW de eletricidade para consumo próprio. No desenvolvimento da tecnologia foi
firmado um acordo de cooperação técnica com a Fundação Coordenação de Projetos, Pesquisas e Estudos
Tecnológicos – COPPETEC, em janeiro de 2002. O CT USINAVERDE foi concebido integralmente com
equipamentos desenvolvidos e fabricados no Brasil
Durante o ano de 2004, a Usina Protótipo operou exclusivamente com o tratamento de resíduos urbanos,
sem geração de energia, amparada pela Licença de Instalação (LI) que permitia a operação provisória
para fins de testes e ajustes técnicos até que fosse realizado o ‘Teste de Queima’ obrigatório pelas normas
ambientais em vigor. Após concluir com excelentes resultados os testes obrigatórios, a USINAVERDE
obteve da FEEMA, em maio de 2005, a Licença de Operação (LO).
A solução USINAVERDE para a Reciclagem energética é modular, e se apresenta em módulos com
capacidade para tratar 150 ou 300 toneladas de lixo urbano por dia, com geração efetiva,
respectivamente, de 3,3MW e de 6,6MW de energia elétrica. A geração de energia elétrica líquida do
consumo da própria Usina e, portanto, destinada à comercialização é de 2,8MW, nos módulos de
150ton/dia e de 5,6MW, nos módulos de 300 ton/dia. Considerando a média nacional de geração de lixo
urbano apurada pelo IBGE (PNSB 2000), cada módulo de 150 ton/dia é capaz de atender às necessidades
de disposição final de lixo de uma população em torno de 180 mil pessoas. A energia elétrica exportável
por módulos de 150 ton/dia pode atender o consumo de aproximadamente de 14 mil residências, de
acordo com o consumo médio residencial de 140 kWh/mês divulgado pela Empresa de Planejamento
Energético (MME).
Sintonizada com a realidade da gestão de lixo no Brasil, onde a coleta seletiva regular atende uma parcela
mínima da população (menos de 3%) a tecnologia USINAVERDE prevê uma etapa de pré-tratamento dos
resíduos, onde todo o material reciclável (plásticos recicláveis, garrafas PET, alumínio, aço, vidros,
papelão, etc) é retirado e revendido para fins reaproveitamento.
A USINAVERDE desenvolveu, também, soluções para Municípios de médio e de grande porte, onde
combina até 4 módulos de tratamento de resíduos com um único turbogerador.
A tecnologia USINAVERDE está absolutamente sintonizada com as recomendações para a destinação
final dos resíduos sólidos urbanos, contidas na Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos
Persistentes de 2001, da qual o Brasil é signatário:
• No processo USINAVERDE a oxidação térmica dos gases é completa, ocorrendo à uma temperatura
de cerca de 950º C e com excesso de ar na queima de 110%, o que se reflete na eliminação total do
monóxido de carbono. Os resultados dos testes indicam, no máximo, 2 ppm de CO nos gases emitidos
na chaminé.
• O processo USINAVERDE utiliza sistemas fechados de gases (pressão negativa) e de lavagem com
água alcalinizada em circuito fechado.
• No processo USINAVERDE os resíduos são tratados à uma temperatura mínima de 850ºC, e os
gases, na câmara de pós-combustão, são submetidos a uma temperatura de 1000ºC com tempo de
residência acima de 2 segundos. As temperaturas são controladas automaticamente.
A tecnologia USINAVERDE está, também, alinhada com o documento ‘Sumário para Formuladores de
Políticas’ do IPCC/ONU (Premio Nobel da Paz - 2007), que recomendou a incineração de resíduos com
geração de energia como solução para a destinação final dos resíduos urbanos, pois impede a formação do
biogás de aterro (50% gás metano) responsável por 3% do total de emissões dos gases do efeito estufa.
O projeto de classificação do CT USINAVERDE como ‘Mecanismo de Desenvolvimento Limpo’, elaborado
de acordo com a metodologia SSN/CENTROCLIMA/COPPE-UFRJ foi aprovado em outubro de 2005 pela
Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima. Após o monitoramento das operações por 6
meses, o “Bureau Veritas Certification”, entidade independente acreditada junto à UNFCCC (Órgão de
ONU que controla a emissão dos Certificados de Redução de Emissões - Crédito de Carbono), emitiu
Relatório de Validação certificando a redução, no período analisado, de 1820 ton de CO2 equivalentes.
V – Processo e Operação das Usinas de Reciclagem Energética
Cada módulo para tratamento de 150 Toneladas/dia de resíduos é constituído pelas unidades e sistemas de
processamento descritos a seguir, e que podem ser observados na ilustração abaixo:
1. Unidade de Pré-Processamento dos Resíduos
A Unidade de Pré-Processamento de Resíduos tem por finalidade o preparo do Combustível Derivado de Resíduo
(CDR), que irá alimentar o forno, partindo do Resíduo Sólido Urbano (RSU), conforme recebido na Usina.
A Unidade de Pré-Processamento é projetada para trabalho em 2 turnos de 8 horas (16 horas diárias) durante 6 dias
por semana, totalizando 96 horas semanais. Este regime de trabalho poderá sofrer modificações ou adaptações à
forma de coleta do lixo urbano do Município aonde será instalada.
Com base nesta jornada de trabalho cada módulo de 150 ton/dia terá capacidade de projeto para processar cerca de
14.500 kg/h de lixo bruto como coletado.
Caso o Município disponha de coleta seletiva ou já disponha de centrais de triagem o dimensionamento desta
Unidade deverá ser revisto.
Todo o Pré-Processamento de Resíduos, desde o recebimento de RSU até a estocagem de Combustível Derivado
de Resíduos ( CDR ), ocorre em um prédio totalmente fechado, dotado de um sistema de sistema de aspiração de
odores, através de coifas estratègicamente localizadas em diversos partes do processo. O ar aspirado pelas coifas é
direcionado ao forno.
Os portões de acesso de caminhões ao prédio para descarregamento de RSU no fosso, serão herméticos de
maneira a evitar que odores sejam exalados para o exterior do prédio.
O processo de preparação de CDR ocorre em 4 etapas :
1.1 Pesagem, Controle e Descarregamento
Nesta etapa, o lixo domiciliar transportado por caminhões coletores passa pela pesagem em Balança Rodoviária,
seguindo para o descarregamento dos resíduos num fosso de RSU.
O fosso de RSU é construído em concreto armado tendo no seu fundo canaleta de recolhimento de chorume, o qual
será encaminhado para tratamento.
Com base na jornada de trabalho acima proposta cada módulo terá um fosso de RSU capaz de armazenar resíduos
para 8 horas de processamento.
1.2 Alimentação da Linha de Pré-Processamento
O RSU é retirado do fosso por meio de uma Ponte Rolante dotada de Garra Hidráulica e introduzido na Moega de
Alimentação da linha de pré-processamento.
Também com o auxílio da Ponte Rolante, são retirados objetos volumosos que podem vir a prejudicar a alimentação
da linha, como colchões, sofás, moveis em geral, etc.
Tais peças são dispostas em área específica, junto ao fosso de RSU, para posterior utilização pela indústria de
reciclagem.
1.3 Segregação dos Materiais Recicláveis
O RSU é retirado da Moega de Alimentação utilizando-se uma Esteira Metálica, que irá, por sua vez, alimentar uma
Esteira Transportadora de Correia. Nesta esteira equipe de catadores retirará materiais, tais como garrafas,
papelões, peças metálicas de porte maior sendo o restante conduzido pela mesma esteira ao Triturador.
Este tem a função de rasgar os sacos de lixo e fragmentar os resíduos homogeneizando-os para a alimentação da
segunda Esteira de Catação. Neste transportador horizontal de correia os resíduos são submetidos a uma triagem
manual aonde são retirados materiais passíveis de serem reciclados tais como metais, , papelões, papel, garrafas
PET e plásticos limpos.
Estes materiais são segregados e dispostos em caçambas próprias para cada tipo de material e encaminhados para
venda às empresas recicladoras.
1.4 Preparação do CDR – Combustível Derivado de Resíduos
A Esteira de Catação é dotada de um eletro-imã para retirada de peças metálicas ferrosas, que porventura não
foram capturadas pela equipe de catadores.
Os resíduos fragmentados são encaminhados através de Transportadores de Correia ao fosso de CDR.
A unidade contará, também, com um picador de madeira. O material resultante do picador de madeira alimentará
os transportadores de CDR.
2. Unidade de Tratamento Térmico e Geração de Energia
A Unidade de Tratamento Térmico e Geração de Energia é projetada para trabalhar em regime contínuo, ou seja,
24horas por dia e 7 dias por semana;. em 3 turnos de 8 horas. Segue-se ilustração de uma Usina Tratamento
Térmico e Geração de Energia composta por 2 módulos de 150 ton/dia.
2.1 Unidade de recebimento do CDR e de carregamento do forno
Os Resíduos recebidos da Unidade de Pré-tratamento de Resíduos, aqui denominados CDR, são descarregados em
um fosso de recepção com capacidade para 650 toneladas de CDR. Considerando que a operação desta Unidade é
contínua (24 horas x 7 dias), a capacidade do silo de CDR tem que prever fins de semana e feriados. .Através de
uma garra hidráulica, manobrada por um operador na cabine da ponte rolante, os resíduos são transferidos para os
silos de alimentação de cada módulo de tratamento e ao sistema de alimentação dos fornos.
2.1.1 Silo de Alimentação e Alimentador do Forno
O CDR é descarregado diretamente nos Silos com saída inferior interligada ao sistema de alimentação do forno de
incineração, que consiste em um alimentador, de acionamento hidráulico, que admite o resíduo a ser incinerado na
região de secagem do material no interior da câmara de combustão.
2.1.2 Sistema de Controle e Comando
O funcionamento do sistema é controlado automaticamente por meio eletrônico podendo ser acionado diretamente
pelo operador chefe na sala de controle. Um sistema de intertravamento impede a alimentação do CDR pela
temperatura do Forno de Incineração por intermédio de sinais enviados pelos TI nele instalados em diversos pontos.
Os motores dos equipamentos do Sistema de Carregamento são protegidos por chaves magnéticas instaladas em
um quadro elétrico dimensionado de acordo com as normas da ABNT.
2.2 Unidade de Incineração
O material combustível é introduzido no Forno para ser queimado em dois estágios:
• 1o Estágio: incineração dos materiais a temperatura superior a 900o C,
• 2o Estágio: pós-queima (conversão total dos gases), a temperatura de até 1200o C.
O Forno possui um sistema de alimentação a Gás Natural ou GLP utilizado para a partida inicial e para a correção
da temperatura de incineração, garantindo que o nível de temperatura dos gases se mantenha estável e no nível
necessário para a geração de energia.
2.2.1 Forno de Incineração e Câmara de Pós-Queima
O Forno de um módulo de 150 ton/dia tem capacidade nominal de projeto de 14.000.000 kcal/hora e pode atingir a
temperatura de 1.200°C. O forno é composto por duas câmaras em série, uma de incineração e a outra de pósqueima
ambas revestidas com material refratário.
Sistema de Incineração e Geração de Vapor
O fundo da câmara de combustão é equipado com grelhas móveis em liga de aço fundido em configuração de
escada, de forma a induzir o CDR caminhar ao longo da grelha até a sua completa combustão. O tempo de
residência do CDR no interior do forno é de cerca de 90 minutos, e dos gases, na pós-queima, de 2 segundos. O
CDR é introduzido continuamente no forno por um alimentador e as cinzas são descarregadas pelo fundo do Forno,
em uma corrente d´água.
O ar de combustão primário é alimentado por baixo das grelhas móveis contribuindo para sua refrigeração.
Os gases provenientes da combustão do CDR na câmara de incineração são alimentados na câmara de pós-queima
onde, pela introdução de ar pré-aquecido, é convertido o CO presente à CO2. A temperatura dos gases é elevada a
1000°C. A pressão no Forno é mantida em, no máximo, (-) 10 mmCA., impedindo a saída de gases para o ambiente.
Os gases provenientes da câmara de pós-queima, são aspirados através da Caldeira de Recuperação, acoplada ao
forno de incineração, por exaustor. Tanto a câmara de incineração quanto a de pós-queima possuem queimadores
para Gás Natural e GLP.
2.2.2 Soprador de Ar
O ar de combustão é fornecido por ventiladores centrífugo com rotor fechado e pás radiais acoplado a motor de
acionamento. O ar aspirado pelo ventilador é pré-aquecido no Radiador em contra-corrrente com Vapor produzido na
Caldeira de Recuperação antes de ser injetado na câmara de incineração e na câmara de pós-queima.
2.2.3 Sistema de retirada de cinzas
As cinzas caem por gravidade na parte inferior do Forno sendo retiradas por meio de um arrastador de cinzas,
trabalhando em canaleta onde flui uma corrente de água.
As cinzas não solúveis, constituídas em sua maioria de sílica, pedriscos, cerâmicas são conduzidas pelo arrastador
para fora do sistema para terem o destino adequado (fabricação de tijolos, pisos, pavimentação etc..)
As cinzas solúveis, constituídas basicamente de óxidos alcalinos são descarregadas sob a forma de solução alcalina
no Decantador.
2.2.4 Painel de Comando
Para o comando e controle dos sistemas da Unidade de Incineração existe um Painel de Comando com CLP –
Controlador Lógico Programável, com CPU Allen-Bradley e com IHM – Interface Homem Máquina do tipo “touch
screen”, com as funções principais de comando nos seguintes equipamentos:
-Ventiladores dos queimadores
-Queimadores
-Exaustores e seus variadores de velocidade
-Alarmes (sonoros e visuais de todas as seguranças)
-Grelhas do Forno (controle da freqüência)
2.3 Unidade de Geração de Energia
A Unidade de Geração de Energia receberá diretamente os gases quentes do Forno que, ao passar por uma
Caldeira de Recuperação de calor, promoverão a geração de vapor, que será usado para movimentar conjuntos
turbina/gerador, com capacidade para produzir 3300 kW de energia elétrica por módulo de 150 ton/dia.
2.3.1 Caldeira de Recuperação
Os gases são aspirados para a caldeira de recuperação a uma temperatura de 1000°C e deixam a mesma na
temperatura de 180°C. O aproveitamento da energia térmica contida nos gases de combustão irá produzir em cada
Caldeira integrante de um Módulo 150 ton/dia cerca de 20.000 kg/h de vapor superaquecido (400°C e 45 bar)
destinado a geração de energia elétrica através de conjunto turbo-gerador.
Os gases já resfriados na Caldeira de Recuperação serão, aspirados para um Recuperador de Calor, que reduzirá a
temperatura dos gases abaixo dos 100°C, aquecendo água de alimentação da caldeira.
A Unidade de Geração de Vapor possui os seguintes equipamentos:
-Recuperador tipo “caldeira aquo-tubular”, de aço carbono, troca calor entre os gases quentes e água
tratada, produzindo vapor a 400°C e 45 bar de pressão.
-Tratamento d’água (água desmineralizada)
-Desaerador
-Recuperador de Calor
-Bombas de água de alimentação da Caldeira
2.3.2 Conjunto Turbina-Gerador
O vapor produzido em cada Caldeira de Recuperação é conduzido a turbinas a vapor, força motriz dos geradores.
O conjunto turbina – gerador receberá 20.000 kg/h de vapor produzido na caldeira de recuperação.
As turbinas são do tipo condensação total acionando um gerador de energia elétrica de 4 MW de potência, nos
módulos de 150 ton/dia..
A unidade de geração de energia elétrica possui os seguintes equipamentos:
- Turbina a Vapor
- Gerador
- Condensador
- Bombas de Condensado
- Torre de Refrigeração
- Subestação
O sistema ainda possui um gerador a óleo Diesel para partida dos módulos de tratamento e eventual falha do
sistema, sendo acionado automaticamente.
2.4 Sistema de Aspiração e Descarga de Gases
Os gases são aspirados através de todo o sistema de combustão/geração de vapor por exaustor posicionado entre
a Caldeira de Recuperação de Calor e o Trocador de Recuperação de Calor, garantindo que toda esta etapa do
processo opere em pressão negativa, evitando-se riscos de vazamento dos gases poluentes para a atmosfera..
2.5 Unidade de tratamento dos gases da incineração
Cada módulo de 150 ton/dia de tratamento de CDR possui seu próprio sistema de tratamento dos cerca de 50.000
kg/h de gases de combustão.
Os gases quentes (cerca de 180o C) provenientes da Caldeira de Recuperação passam por um Filtro de Manga,
onde é removido o material particulado, e posteriormente são enviados para o Trocador de Recuperação de Calor .
Os gases, saindo do Trocador de Recuperação de Calor com a temperatura de cerca de 100ºC passam pelo
Lavador Primário que efetua o seu resfriamento, além de solubilizar a maior parte dos poluentes provenientes da
queima do material orgânico através de água injetada por bicos de pulverização (Spraying Systems Whirljet).
Posteriormente, os gases, já abaixo de 60°C, são tratados no interior de dois Lavadores em paralelo que utilizam a
micro pulverização mecânica da solução de lavagem para promover seu íntimo contato com as moléculas dos
gases. Os Lavadores Secundários possuem 4 turbinas horizontais que a 800 rpm conseguem produzir com água
alcalinizada injetada no centro de cada turbina, uma névoa com gotas submicronicas.
As águas de lavagem após serem resfriadas em torre de refrigeração são estocadas em um tanque para retornarem
ao processo, configurando-se assim um sistema em circuito fechado.
Os gases já limpos passam por Removedor de Névoa, cuja finalidade é diminuir o arraste de gotículas de água,
antes serem descarregados na atmosfera pela chaminé.
3 Sistema de Controle
3.1 Alimentação do Forno
O controle do fluxo de CDR por meio de variação na freqüência de movimento do embolo acionador do alimentador
do forno de incineração. A freqüência é ajustada pelo Operador na Casa de Controle conforme as condições de
queima do forno assinaladas não só pelos instrumentos indicadores de temperatura e pressão como pela
observação visual da situação de queima, através de monitores de TV instalados.
3.2 Incineração
O funcionamento do Forno em operação normal é essencialmente automático com todos os sistemas comandados
pelo CLP que indica, controla e supervisiona as variáveis envolvidas na operação.
A verificação de todas as variáveis é feita pelo supervisor de turno no CLP, no interior da Sala de Controle, local
onde soam todos os alarmes do sistema. A verificação das temperaturas do forno pode ser feita no CLP através de
indicadores de temperatura, com valores enviados do Forno por transmissores de temperatura e, também, no local,
através dos respectivos TI. Os indicadores controladores de temperatura controlam o funcionamento dos dois
queimadores, que em operação normal, somente serão ligados automaticamente em caso de baixa temperatura .
Além disso, o sistema de alimentação do forno possui sistema de inter-travamento em caso de queda de
temperatura no forno, sendo o alimentador do forno desligado, evitando-se com isto a contínua alimentação do forno
e a conseqüente incineração incompleta dos resíduos. Estas temperaturas poderão ser ajustadas manualmente no
painel de controle.
O indicador controlador de pressão aciona o variador de velocidade do exaustor para controle da pressão negativa
no forno.
A velocidade do soprador de ar de combustão pode ser alterada através de seu inversor de freqüência, que atua
com o sinal do controlador de pressão, permitindo a modificação do volume de ar injetado no forno.
3.3 Sistema de Lavagem
A regulagem da vazão para cada camada de jatos no Lavador Primário, controlada pela pressão da água nos
indicadores, é feita manual e individualmente.
3.4 Sistema de Geração de Energia
O sistema de controle do conjunto turbina gerador é próprio do conjunto com as válvulas de controle de admissão de
vapor na turbina, sendo função da demanda de energia nos bornes do gerador. Quanto maior a demanda de energia
maior a admissão de vapor na turbina.
Em caso de queda de freqüência que promova o desarmamento do gerador o sistema aciona automaticamente um
Gerador a Diesel de emergência que manterá todos os módulos de tratamento, ligados ao turbo-gerador, em
funcionamento até o restabelecimento do sistema.
4 Efluentes de Processo
4.1 Efluentes líquidos
Não são previstos efluentes industriais líquidos, exceto as purgas normais de torre de refrigeração. Todas as águas
de purga de torre, bem como excesso de águas de chuva e águas provenientes das fossas sépticas (esgoto
sanitário) são acumuladas em um único reservatório que terão sua qualidade controlada antes de serem
descartadas.
4.2 Efluentes sólidos
Cinzas úmidas insolúveis resultantes da incineração do lixo no Forno, retiradas pelo arrastador de cinzas, retiradas
da Câmara de Pós Queima do Forno e do fundo da Caldeira de Recuperação de Calor. Estas cinzas e escórias
poderão ser direcionadas para fabricação de pisos, tijolos serem misturadas ao concreto ou ainda utilizadas para
pavimentação ou ainda serem destinadas a aterro de inertes. A quantidade destas cinzas varia de 5 a 10% em peso
do resíduo processado, dependendo de sua origem e característica. No caso do Município de Florianópolis é
esperado um resíduo equivalente a 7% do CDR processado.
4.3 Emanações Gasosas
A chaminé receberá os efluentes gasosos em um total de cerca de 50.000 kg/h. Testes recentemente realizados
no CT USINAVERDE apresentaram os seguintes resultados, vis a vis com os limites legais estabelecidos
na Resolução CONAMA 316/2002:
VI – Avaliação Preliminar do potencial de replicabilidade da tecnologia USINAVERDE
As Usinas de Reciclagem Energética de Resíduos Urbanos são modulares. Os módulos possuem capacidade para
150 ton/dia e para 300 ton/dia de lixo urbano, com geração de, respectivamente, 2,8 MW e 5,6 MW de energia
elétrica, líquida do consumo da própria Usina. Cada módulo de 150 toneladas de “lixo bruto” por dia corresponde à
geração de lixo urbano de uma população de cerca de 180 mil pessoas, considerando-se a média nacional de
800g/dia por habitante (IBGE–PNSB/2000)
Tendo em conta as características técnicas e de capacidade da solução desenvolvida pela USINAVERDE e,
principalmente, os compromissos ambientais em relação à gestão do lixo urbano que obrigatoriamente deverão ser
assumidos no curto e médio prazo pelos Municípios brasileiros em face da situação caótica atual, estimamos que o
potencial de replicabilidade de nossa tecnologia no Brasil, ao longo de 10 anos, é de aproximadamente uma
centena de módulos de 150 ton/dia para tratamento de resíduos urbanos.
O quadro a seguir detalha nossa projeção:
Municípios (população estimada em 2010) Nº de Municípios Potencial
Total
Potencial
Adotado
Superior a 900 mil habitantes
(Capacidade para absorver 5 ou mais módulos)
19 246 módulos 25 módulos
de 421.000 a 899.999 habitantes
(Capacidade para absorver 3 ou 4 módulos)
26 85 módulos 17 módulos
de 180.000 a 420.999 habitantes
(Capacidade para absorver 1 ou 2 módulos)
111 175 módulos 53 módulos
Totais 157 506 módulos 95 módulos
Embora o problema se mostre mais grave nas grandes cidades brasileiras, nossa projeção para este segmento é
bastante conservadora – apenas 10% do potencial - por entendermos que as iniciativas destes Municípios de
adoção de modernas tecnologias certamente atrairão as principais tecnologias mundiais, cuja experiência
comprovada na implantação de Usinas de grande capacidade de tratamento pode prevalecer num confronto com a
tecnologia nacional.
Além dos Municípios com população superior a 180 mil habitantes, há casos em que Municípios com população
inferior, mas localizados próximo a Municípios maiores, poderão beneficiar-se da solução através do sistema de
Convênio de Municípios, cujo base legal está estabelecida na Lei 11107/2005. O Município de Curitiba, por
exemplo, mantém um Consórcio com 13 Municípios vizinhos, compartilhando uma única solução de destinação final.
Tratando-se de tecnologia brasileira que utiliza equipamentos 100% fabricados no Brasil, o valor do investimento e
os custos operacionais apresentam-se cerca de 50% inferiores aos de tecnologias semelhantes disponíveis no
exterior.
VII – Usina de Reciclagem Energética - Empreendimento
A USINAVERDE é licenciadora de tecnologia para Empreendedores Privados interessados na implantação de
Usinas de Reciclagem Energética de resíduos sólidos urbanos.
O Contrato de Licenciamento de Tecnologia prevê:
a) elaboração do Projeto Básico da unidade a ser implantada;
b) Consultoria à empresa de engenharia escolhida pelo Empreendedor para realizar o projeto de
detalhamento, inclusive na fase de “procurement” dos equipamentos;
c) acompanhamento das inspeções dos principais equipamentos, durante a etapa de fabricação;
d) treinamento da equipe de operação da Usina;
e) assistência durante start-up da Usina/Teste de Queima.
Em razão das características operacionais da Usina – operação em regime contínuo (24h x 7d) atrelada a Contratos
de fornecimento de energia - e da necessidade de serviços de manutenção preventiva, o EMPREENDEDOR
deverá ser uma empresa privada, amparada por Contrato de Concessão dos Serviços de Destinação Final de
Resíduos Sólidos Urbanos. Sendo a Gestão dos Resíduos Urbanos uma responsabilidade constitucional do poder
público municipal, a vontade política do executivo municipal e o indispensável apoio da Câmara de Vereadores, são
pré-condições para a implantação de qualquer solução para destinação final dos RSU.
O Município onde será implantada a Unidade de Tratamento deverá garantir ao Empreendedor Privado o
fornecimento dos resíduos urbanos/pagamento dos serviços de destinação final dos RSU, durante todo o período do
Contrato de Concessão de Serviços de Destinação Final do lixo urbano. As características de Projeto Industrial do
empreendimento (capital intensivo) exigem que o Contrato de Concessão seja celebrado por longo prazo (15 a 20
anos). O Contrato de Concessão deverá ser precedido por Processo Licitatório.
Ao EMPREENDEDOR PRIVADO caberão todas as questões relativas ao relacionamento com os Municípios
interessados na implantação de nossa solução, ou seja, a apresentação da proposta no Processo de Licitação para
os serviços de destinação final dos resíduos sólidos urbanos, e, vencida a licitação, a obtenção do financiamentos (o
BNDES dispõe de linhas de financiamento de longo prazo para empreendimentos de saneamento ambiental e de
geração de energia), a contratação dos fornecedores de serviços (engenharia de detalhes, obras civis, instalação e
montagem) e aquisição de máquinas, equipamentos e materiais junto aos respectivos fornecedores. Ao fim da
implantação da Usina, o Empreendedor, diretamente ou através de terceiros contratados, operará a Usina.
Como potenciais empreendedores privados podemos destacar:
A – Resíduos Sólidos Urbanos (implantação sujeita à licitação).:
- Empresas que atuam na área de coleta e/ou destinação final de resíduos urbanos. No caso de empresas
que já mantêm Contratos de longo prazo em vigor com Municípios, não haverá necessidade de licitação. A
adoção da solução USINAVERDE, além de um negócio atrativo por si só, prolongará a vida útil do Aterro de
sua propriedade;
- Indústrias interessadas em promover a solução da destinação final do lixo urbano para Municípios onde
estejam instaladas, atendendo aspectos institucionais – pós-consumo – e corporativos, tornando-se autogeradoras
ou produtoras independentes de energia elétrica.
B – Resíduos Industriais não perigosos /Grandes Geradores (implantação não sujeita à licitação):
- Empresas que atuam na área de coleta e/ou destinação final de resíduos de grandes geradores
(supermercados, shoppings, comércio, etc.), tornando-se produtores independentes de energia;
- indústrias, para destinação final de resíduos industriais não perigosos que elas próprias geram, tornandose
auto-geradoras ou produtoras independentes de energia elétrica ou térmica;
As Usinas de Reciclagem Energética de Resíduos Urbanos são modulares. Cada módulo tem capacidade para
tratar 150 toneladas de “lixo bruto” por dia, o que, segundo a média nacional de 800g/dia por habitante (IBGE–
PNSB/2000), corresponde à geração de lixo urbano de uma população de cerca de 180 mil pessoas. Nas grandes
cidades, a economicidade da implantação de até 4 módulos em locais estratégicos se revela, principalmente, nos
ganhos obtidos com otimização da logística do conjunto de serviços coleta/transferência/destinação final do lixo.
Cada módulo de Reciclagem Energética, operando com lixo com poder calorífico de aproximadamente 2100 kcal/kg,
gera cerca de 20 milhões kcal/h de vapor a 45bar de pressão e 400ºC de temperatura que utilizado para a geração
de energia elétrica pode produzir 3,3 MW de energia elétrica, dos quais 2,8 MW são comercializáveis.
O quadro abaixo demonstra o número de residências que podem ser atendidas considerando-se o consumo
residencial médio de 140 kWh/mês divulgado pela EPE - Empresa de Pesquisa Energética (MME).
Além dos Municípios com população superior a 180 mil habitantes, há casos daqueles com população inferior, mas
localizados próximos a Municípios maiores, que poderão beneficiar-se da solução através do sistema de Consórcio
de Municípios, cuja base legal encontra-se na Lei 11107/2005.
As principais receitas de uma Usina de Reciclagem Energética são as seguintes:
Taxa de Destinação Final do Lixo: atualmente as Prefeituras brasileiras que destinam resíduos urbanos em
aterros sanitários particulares pagam taxas que se situam numa faixa entre R$ 40,00 e R$ 65,00 por tonelada
de lixo disposto. O custo da disposição final do lixo numa Usina de Reciclagem Energética pode ser o mesmo
praticado para aterros sanitários, uma vez que as receitas advindas da venda de energia elétrica “subsidiam”
em parte a diferença de custos entre as duas rotas. Assim, pelo mesmo custo, os contribuintes, podem dispor
de uma solução muito mais moderna e ambientalmente correta para a destinação do lixo .
A destinação final na Usina de Reciclagem Energética de resíduos sólidos industriais não perigosos com
características semelhantes às dos resíduos urbanos (material de embalagem, resíduos de plástico, papel ou
de madeira, resíduos sólidos da indústria de alimentos etc...), pode constituir-se em receita adicional do
empreendimento. O custo suportado pelas indústrias para a destinação destes resíduos é geralmente elevado.
Comercialização de Energia Elétrica: a energia elétrica excedente do consumo da própria planta (2,8 MWh
por módulo) pode ser comercializada para a própria Prefeitura, para Consumidores livres, para a distribuidora de
energia local e até mesmo consumida por outras atividades do próprio Empreendedor (Auto-Produção).
Capacidade
de
Tratamento
(ton/dia)
ENERGIA ELÉTRICA
Residências
Atendidas
(média nacional
EPE:
140kWh/mês) Energia
Gerada
(MWh/h)
Energia
Exportável
(MWh/h)
Energia
Exportável
MWh/mês
150 3,3 2,8 2.016 14.400
600
( 4 x 150) 13,2 11,2 8.064 57.600
900
( 3 x 300) 22,5 19,1 13.752 98.200
Não há ainda uma tarifa especifica para a energia gerada a partir do lixo urbano. As autoridades federais
(ANEEL, EPE) vêm estudando o assunto com a atenção de quem tem consciência de todos os benefícios
sociais e ambientais atrelados ao uso do lixo urbano como combustível para geração de energia.
Por enquanto, o benefício aos compradores desta energia que se encontra em vigor desde 3 de julho de 2007
(Resolução Normativa 271 da ANEEL) é a redução de 100% das tarifas de uso dos sistemas elétricos de
transmissão (TUST) e de distribuição (TUSD) aplicada aos empreendimentos que utilizem com insumo
energético um mínimo de 50% de biomassa composta por resíduos sólidos urbanos.
Venda dos Certificados de Redução de Emissões (Créditos de Carbono): como dissemos anteriormente, a
Usina Modelo do CT USINAVERDE foi reconhecida pela UNFCCC (entidade da ONU que cuida das questões
de mudanças climáticas) como Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. Depois de validadas as emissões pelo
BVQI recebemos certificado (créditos de carbono) para a venda de 1820 ton CO2 equivalentes, referentes a
metano evitado.
Levando em consideração a metodologia de cálculo utilizada no Projeto de MDL da Usina Protótipo, adotamos
como base para a estimativa dos Créditos de Carbono em cada módulo de Reciclagem Energética de 150
ton/dia 30000 toneladas de CO2 equivalentes por ano.
Além das emissões de metano evitadas pelo tratamento térmico da matéria orgânica que seria depositada em
aterros ou lixões, outros aspectos podem conferir aos ‘Créditos de Carbono’ o status de receita potencial de
relevância. Dentre estes destacamos:
a) A localização da Unidade ao lado de um aterro ou lixão desativado, com a captação do biogás e sua
utilização como combustível auxiliar no processo ou mesmo na geração de energia adicional, dará margem a
créditos de carbono oriundos da redução de emissão do metano (cerca de 50% da composição do biogás de
aterro) gerado pelo material ali depositado.
b) A substituição da energia produzida a partir de combustíveis fósseis (norte do Brasil, por exemplo) por
energia gerada a partir do lixo, considerada internacionalmente como fonte alternativa e renovável.
c) Redução das emissões do transporte do lixo nas operações de transferência para o aterro, geralmente
localizado distante dos centros geradores de resíduos.
O problema do aquecimento global tem-se agravado, e a consciência da população tornou-se ainda maior em
2007 com o Premio Nobel da Paz dado ao norte americano Al Gore e ao IPCC/ONU em razão dos trabalhos
desenvolvidos na área de mudanças climáticas. Como conseqüência o mercado para os Créditos de Carbono
encontra-se bastante aquecido e sua continuidade após o prazo do Protocolo de Kioto é provável.
O valor de US$15.00 por tonelada de que temos adotado em nossos estudos para as receitas com Créditos de
Carbono é conservador. Consideramos, também, o prazo de 10 anos para estes créditos com base nos
Contratos que vêm sendo firmados. Os Contratos podem prever pagamentos anuais ou a antecipação dos
Créditos com a aplicação de deságio, funcionando com características de ‘equity’.
Outra receita que pode ser considerada no empreendimento é a resultante da venda dos materiais recicláveis.
Reciclagem e reuso são considerados pelo IPCC/ONU ações prioritárias na gestão dos resíduos urbanos. Num
momento em que as fontes tradicionais de energia começam a escassear, a reciclagem e o reuso mostram-se como
importantes fontes de conservação de energia. Estudos recentes indicam que a reciclagem pode “conservar” cerca
de 1,5MW de energia contida em cada tonelada de lixo. A ‘energia conservada’ é a diferença entre a energia
empregada para a produção de um determinado material a partir de suas matérias primas e a energia empregada
para produzir o mesmo material a partir de material reciclado. O exemplo mais relevante é o do alumínio.
Nos países desenvolvidos recordes de reciclagem são batidos a cada ano. A Alemanha, por exemplo, já superou a
marca de 30% de reciclagem do lixo urbano que gera. Para o sucesso das iniciativas de reciclagem, além de forte
campanha educativa oficial, é fundamental a existência de programas estruturados de coleta seletiva.
A atividade de reciclagem no Brasil também vem-se desenvolvendo bem nos últimos anos. O destaque maior é para
o alumínio, cuja reciclagem de latas já supera os 90%, muito em função de um preço de venda superior a R$ 2,5 mil
por tonelada. A coleta seletiva, no entanto, não chega a atender 3% da população. Como conseqüência, é muito
intensa a atividade de “catação” de materiais recicláveis nas ruas, nos aterros e lixões, ocupando um contingente
expressivo de pessoas, número estimado em mais de 200 mil pessoas.
Tendo a tecnologia USINAVERDE sido desenvolvida com base na realidade do “lixo brasileiro”, o processo prevê
uma etapa de pré-tratamento, uma verdadeira ‘Usina de Reciclagem’ onde a mão-de-obra empregada nas atividades
de separação de materiais recicláveis poderá ser a dos próprios “catadores”, que atuarão em esteiras, munidos dos
equipamentos de proteção imprescindíveis para que se evite doenças ou acidentes (luvas, óculos, etc). Cada
módulo de 150 ton/dia poderá empregar 48 “catadores” organizados em cooperativa, revertendo toda a renda
resultante da venda dos materiais recicláveis para a cooperativa.
A outra hipótese é contratar esta mão-de-obra, cabendo, então, ao empreendedor o resultado da venda dos
materiais recicláveis.
Não costumamos considerar as possíveis receitas com a venda do material de construção – tijolos de concreto -
fabricados tendo como matéria prima principal os efluentes sólidos, inertes, do processo (cinzas, areia, e pedras).
Entendemos que este material poderá ser doado aos programas sociais da Prefeitura. Cada módulo de 150 ton/dia
gera material inerte suficiente para a produção de aproximadamente 44 mil blocos de concreto/mês, com a adição de
15% de cimento.
Os principais itens de custo operacional são: mão-de-obra (salários/encargos), custos de manutenção preventiva,
custos com água de make-up, produtos químicos (principalmente soda cáustica) para correção de pH da solução de
lavagem de gases e combustível auxiliar. Em um módulo de 150 ton/dia são empregados 50 profissionais,
considerando-se a Área Administrativa, a Área de Pré-Tratamento de Resíduos e a Área de Tratamento/Geração de
Energia.
O custo operacional dependerá no número de módulos que compõem a Usina. O custo é influenciado diretamente
pelo local onde será implantada a Usina, especialmente no que se refere aos custos com mão-de-obra e com água
de make-up.
O prazo para implantação de Unidades é de aproximadamente 23 meses contados a partir da obtenção da Licença
Ambiental de Instalação.
VIII – CONCLUSÃO
As vantagens da implantação de Usinas de Reciclagem Energética baseadas na tecnologia USINAVERDE para a
solução do problema de destinação final dos resíduos sólidos urbanos podem ser sintetizadas em 4 aspectos:
Aspectos Técnicos
• A tecnologia, em termos de temperatura de incineração, tempo de residência dos gases e tratamento de gases,
está em conformidade com o que a Convenção de Estocolmo sobre poluentes persistentes (POPs) considera
como ‘melhores técnicas disponíveis’ para o tratamento e destinação final de resíduos urbanos.
• A incineração é a rota de destinação final mais testada no Mundo e a que mais reduz os resíduos tratados em
peso/volume (redução superior a 90%) .
• A tecnologia se compõe por equipamentos 100% fabricados no Brasil.
Aspectos Sócio-Econômicos
• O investimento para a implantação e custos operacionais são inferiores às tecnologias internacionais similares.
• Aumenta a eficiência da atividade de separação de materiais recicláveis.
• O aproveitamento energético do lixo é de aproximadamente 10MW por módulo de 150 ton/dia, sendo 6,5MW
por conservação de energia (energia contida nos materiais retirados para fins de reciclagem) e 3,3MW por
geração de energia nova.
• A área necessária para a implantação é muito inferior à demanda por aterros. Um módulo de 150 ton/dia pode
ser implantado numa área de cerca de 13000 m2; uma grande Usina composta por 4 módulos de 300 ton/dia,
ou seja, , com capacidade para receber e tratar 1200 ton/dia pode ser instalada numa área de aproximadamente
50000 m2 .
• Sendo amigável com o meio ambiente – não produz odores nem ruídos – pode ser implantada mais próxima à
geração dos resíduos reduzindo os custos de coleta e transferência do lixo para os distantes aterros.
• Os rejeitos do processo são inertes e podem ser utilizados como matéria prima na fabricação de tijolos (blocos
de concreto), de pisos ou material de pavimentação. Cada módulo gera cinzas e inertes que, transformados em
blocos de concreto com adição de 15% de cimento, possibilitam a construção de 1 casa de 50 m2 por dia.
• Inclusão social de “catadores” com condições de dignas de trabalho.
• Não gera efluentes sólidos ou líquidos, evitando a proliferação de vetores e de “doenças ambientais”.
Aspectos Ambientais
• É a rota de destinação final de resíduos urbanos recomendada pelo IPCC/ONU.
• Não gera efluentes líquidos (processo fechado), evitando a degradação de mananciais e aqüiferos.
• Apresenta emissões muito inferiores às Normas Ambientais.
• Destrói a matéria orgânica, evitando a formação do gás metano produzido nos aterros e lixões (efeito estufa).
Em síntese, o principal objetivo da Tecnologia USINAVERDE é oferecer aos Municípios brasileiros uma alternativa
ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável para o equacionamento da gravíssima questão
sócio-ambiental representada por lixões e aterros irregulares, ameaças vivas ao clima, às nossas imensas reservas
de água potável e à saúde da população.

Reuso reduz os custos e a poluição ambiental




Artigos Técnicos - Água
Reuso reduz os custos e a poluição ambiental
Julho/2005

Alguns números dramáticos para introduzir a questão do reuso da água para fins industriais. 97% da água disponível no planeta é...salgada; 2% está nas calotas polares e geleiras...inacessíveis.

A maior parte do 1% restante está no subsolo. Isto explica a preocupação crescente dos organismos internacionais com o meio ambiente e com a reciclagem da água. O Brasil tem um avantajado quinhão daquela pequena fração que fica na superfície do planeta, mas ele está altamente concentrado no norte do País, distante das áreas mais industrializadas.

Números preocupantes e razões de sobra para que o governo brasileiro se dedique à regulamentação do setor e para que as indústrias examinem as opções tecnológicas que permitem reciclar seus efluentes.

As pressões que vêm dos custos ascendentes da água, das preocupações com legislações cada vez mais minudentes e restritivas somam-se às pressões sociais que, dentro e fora do País, exigem indústrias "ecocêntricas", ou seja, centradas no desenvolvimento sustentado. O resultado é o crescente interesse da indústria no tratamento de efluentes para reuso.

Nos últimos cinco anos, as questões ambientais passaram a caminhar com as questões sociais e econômicas, e reutilizar os efluentes tratados no processo produtivo obedece a esta tendência. Os projetos para implantação de sistemas de reuso, contudo, ainda são desproporcionais à seriedade do problema, e os principais motivos parecem ser a inexistência de legislação pertinente e a falta de conhecimento e divulgação das tecnologias.

As legislações existentes dizem respeito somente ao lançamento dos efluentes tratados em corpos receptores ou redes coletoras. A maioria das grandes empresas respeita a legislação e reconhece que suas atividades e/ou projetos de exportação podem ser prejudicados por repercussões negativas no exterior, onde o consumidor está fortemente motivado pelo controle ambiental e pode ir ao limite de boicotar os produtos que resultam de processos ofensivos ao meio ambiente.

A crescente consciência de que a qualidade da vida humana depende criticamente do controle ambiental, além da pressão social pelas soluções "ecologicamente corretas," mais do que as penalidades financeiras, são a principal motivação das empresas para iniciar seus projetos de tratamento de seus efluentes e, em especial, do reuso da água.

As sanções financeiras para as empresas que desobedecem à legislação são multas de valores considerados pouco significativos pelos especialistas, principalmente aquelas estabelecidas por órgãos estaduais. As decisões das indústrias, portanto, não decorrem do temor das multas, mas da pressão do mercado consumidor de seus produtos e dos custos da água como insumo industrial.

Sinais desta nova mentalidade estão visíveis em dezenas de projetos em andamento e afloram até na política das entidades que lideram o setor, como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, que distribuiu recentemente o primeiro de uma série de manuais sobre a conservação e o reuso da água.

O que propõem os oito manuais da série, elaborados para a Fiesp pelo Centro Internacional de Referência em Reuso de Água, é uma orientação para as indústrias administrarem a demanda e a oferta da água em setores específicos, como siderúrgico, petroquímico, papel e celulose, farmacêutico, açúcar e álcool.

Investimento com retorno rápido

O investimento necessário para a implantação de sistemas de reuso ? fotoeletroquímico, desinfecção por radiação ultravioleta, anaeróbios, oxidação química avançada, todos disponíveis comercialmente ? tem prazo de retorno curto: menos de um ano, comprovadamente, conforme os técnicos do setor. Em alguns casos, o retorno pode ocorrer em seis meses, uma vez que o custo da água no Brasil é considerado muito alto e agravado por um escalonamento que pune o grande consumo ? quanto maior o consumo, maior o valor pago pelo metro cúbico da água. Além disso, as empresas começaram a pagar pela captação. Esta cobrança começou em 2002 e está sendo estendida progressivamente a todas as bacias hidrográficas. Este custo elevado explica o rápido retorno do investimento e a economia proporcionada pelo reuso.

Os custos dos sistemas de tratamento e reuso de água variam conforme o tipo de indústria e de carga poluidora, mas em geral estão na faixa entre R$ 200 mil e R$ 1,5 milhão.

Considerando que o custo médio da água em São Paulo, onde está a maior concentração industrial do País, é de R$ 10,00 /m3 , os especialistas do setor estimam que o custo da água cai para menos de R$ 1,00 /m3 com a adoção de um sistema de reuso da água. Sistema deste gênero tem vida média útil em torno de vinte anos, o que viabiliza plenamente o investimento.

Os prazos para a implantação de um sistema de reuso também são variáveis, mas os mesmos especialistas acreditam que dois meses são suficientes, desde que a indústria já esteja com o cadastramento e a caracterização de seus efluentes pronta. Caso contrário, do projeto à implantação, dependendo do tipo de tecnologia que será escolhida, os prazos podem variar entre quatro e seis meses.

Obstáculo dos parâmetros

O reuso da água para fins industriais poderá crescer mais rapidamente no País quando forem definidos os parâmetros que fixam a qualidade da água reciclada, em cada um dos sistemas, em relação ao uso para o qual é destinada.

Existem dois parâmetros fundamentais para qualquer projeto: a vazão e a concentração de poluentes. O produto destes dois parâmetros define a carga poluidora, mas ainda não existem parâmetros e limites para a qualidade da água de reuso. Cada tecnologia existente tem seus números, dificultando a escolha técnica. Uma indústria que use a água recuperada para resfriamento, por exemplo, pode ter problemas de corrosão nos equipamentos devido à inadequação da qualidade da água reciclada.

Todos os sistemas podem ser eficientes para determinadas finalidades, mas como as características são diferentes, fica difícil compará-los, o que leva, em alguns casos, ao uso incorreto dos sistemas de reuso da água. Este risco tem afastado muitas empresas da reciclagem da água. A falta destes parâmetros impede também a aprovação de uma legislação para regular seu reuso.

Os técnicos prevêem ainda uma próxima mudança no comportamento - padrão da indústria na questão do reuso. O projeto dos sistemas de reuso vai começar sempre das necessidades e especificações da indústria e de seus processos produtivos. Também se espera que, neste assunto, a Universidade seja consultada com mais freqüência, tanto quanto o fornecedor dos equipamentos.

Mais reais para o saneamento

Ficaram para trás os "bons tempos" em que uma indústria podia resolver seu problema de abastecimento de água furando um poço artesiano dentro de sua propriedade. As escalas de produção aumentaram, as exigências de qualidade ficaram mais severas e, agora, é preciso pagar tanto pela água que se recebe no "cavalete", como pela água captada diretamente dos rios, lagos e do subsolo.

O lado positivo do encarecimento da água, segundo os especialistas, está na possibilidade de as companhias de saneamento investirem mais fortemente no tratamento de esgoto e de efluentes, por um lado, e no estímulo para as indústrias investirem nas tecnologias de reuso da água.

Os levantamentos disponíveis mostraram que, em 2002, apenas 10% dos efluentes domésticos gerados no País recebiam algum tipo de tratamento. O restante, cerca de 10 bilhões de litros, era jogado nos rios, de onde as empresas, supostamente, poderiam captar a água para suas necessidades Os últimos anos registram algum progresso, mas a situação está muito longe da ideal.

O processo pelo qual se imagina sanear as principais bacias hidrográficas é relativamente simples, como mostra o exemplo já implantado na bacia do rio Paraíba. Quem devolver água ao rio em condições piores do que a captou paga R$ 0,02 por metro cúbico coletado. Quem devolver a água tratada em condições iguais ou melhores do que a água captada, terá um custo quase três vezes menor: R$ 0,008 por metro cúbico. Para se beneficiar dos preços favorecidos, as empresas devem implantar sistemas que eliminem todos os tipos de resíduos orgânicos e inorgânicos de seus efluentes.

Oxidando os poluentes

Uma das novas tecnologias disponíveis é o sistema eletroquímico fotoassistido, também conhecido por fotoeletroquímico, realizado em reatores modulares compostos por dois eletrodos - placas metálicas de titânio revestidas de óxidos condutores de metais nobres. Sobre um deles incide a radiação ultravioleta.

Dentro do reator os poluentes orgânicos passam superfície dos eletrodos e sofrem oxidação, transformando-se em dióxido de carbono e água. Os organismos patogênicos são inativados, e os compostos inorgânicos, basicamente metais pesados, ficam depositados no eletrodo.

Depois desse tratamento, a água está dentro dos padrões estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente ? Conama, pronta para a reutilização ou para retornar ao rio. A grande vantagem do sistema fotoeletroquímico é que ele não deixa subprodutos. No final dos tratamentos biológicos convencionais ocorre uma grande quantidade de lodo, que também representa um sério problema ambiental.

Até agora, o sistema já se mostrou viável no tratamento de efluentes de indústrias têxteis, de papel e celulose e do chorume de aterros sanitários. O custo de implantação do processo, segundo os especialistas, é um pouco mais alto que o dos sistemas biológicos, mas as despesas operacionais são baixas e limitadas ao custo da energia elétrica, porque o processo é automatizado.

O preço médio de um reator eletroquímico é de US$ 600 por metro quadrado de área de eletrodo. Uma empresa de porte médio, com vazão de 70 metros cúbicos por hora, teria de fazer um investimento de US$ 120 mil numa estação fotoeletroquímica com 200 metros quadrados de eletrodos.

Vantagens e desvantagens das tecnologias

Muitos estudiosos das tecnologias existentes para tratamento de efluentes industriais e reuso da água estão convencidos das vantagens dos sistemas anaeróbios sobre o aeróbio, o mais usado atualmente. Aqueles não precisam ser aerados ou agitados e por isso requerem menos energia e menos equipamentos. A maior vantagem, contudo, é a redução do lodo que resulta dos dois processos: como os microorganismos anaeróbios crescem muito menos do que os aeróbios, a geração de lodo, ao final do tratamento, fica entre 10 e 20% da quantidade produzida nos processos aeróbios. Apesar dessa vantagem, os processos anaeróbios ainda não são suficientemente confiáveis e eficientes, o que obriga a um pós-tratamento do efluente. As pesquisas em andamento buscam exatamente aumentar a eficiência dos sistemas anaeróbios.

A tecnologia eletroquímica é uma tecnologia que dispensa a adição de reagentes químicos e não gera qualquer espécie de resíduo. O tratamento é baseado na recirculação do efluente aquoso em reatores compactos, que ocupam área física reduzida, e é indicado para águas de processo que contenham poluentes orgânicos da indústria química em geral. Os resultados obtidos no uso desta tecnologia para a degradação de efluentes contendo compostos fenólicos e corantes são considerados muito bons. O processo de tratamento consiste em submeter o descarte aquoso a uma eletrólise sobre eletrodos especialmente ativados para as várias aplicações. A tecnologia eletroquímica pode atuar como tratamento principal ou associada à digestão biológica preexistente. Neste caso, o reuso da água tratada torna-se possível pela substancial redução nos níveis de demanda química e bioquímica de oxigênio propiciados pelo tratamento. Outra tecnologia em desenvolvimento é o gerador de peróxido de hidrogênio. Este reagente encontra larga aplicação nos processos de tratamento de efluentes. No entanto, exige armazenagem e manipulação em altas concentrações. O que a tecnologia eletroquímica faz, nesse caso, é transformar o oxigênio gasoso em peróxido de hidrogênio, que vai sendo gerado de acordo com as necessidades do tratamento. A indústria galvânica e a de semijóias também têm utilizado reatores eletroquímicos que retiram os metais pesados das águas de lavagem, propiciando uma economia substancial de água e o seu reuso. Além disso, grandes volumes de água com metais pesados ficam dispensados de tratamento físico-químico, diminuindo a quantidade de lodo galvânico.

Créditos e referências

O texto deste artigo foi elaborado a partir de informações obtidas com os seguintes profissionais e fontes:

* Prof. Rodnei Bertazzoli, Coordenador do Laboratório de Engenharia Eletroquímica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp);
* Luciana de Oliveira, Engenheira Química e Mestre em Engenharia Civil;
* Engenheiro Químico Marcelo Zaiat , da Escola de Engenharia de São Carlos;
* Prof. Ivanildo Hespanhol, Diretor do Centro Internacional de Referência em Reuso de Água - CIRRA;
* Prof. Dr. Luiz Antonio Daniel, Departamento de Hidráulica e Saneamento da Escola de Engenharia de São Carlos,

aos quais agradecemos a boa vontade e a cooperação. O texto final, sua forma e conteúdo são, contudo, de inteira responsabilidade do Departamento Editorial de Noticiário de Equipamentos Industriais - NEI.

Leia mais...
http://www.inova.unicamp.br/

13 Curiosidades sobre lixo



13 Curiosidades sobre lixo

1. Os mais velhos resíduos do mundo foram encontrados na África do Sul e têm cerca de 140 mil anos de idade. Esse lixo milenar - que contém ossos, carvão, fezes e restos de cerâmica - oferece informações preciosas sobre os hábitos de vida do homem antigo

2. No ano 500 a.C., Atenas criou o primeiro lixão municipal, exigindo que os detritos fossem jogados a pelo menos 1,6 quilômetro das muralhas da cidade

3. O inventor inglês Peter Durand patenteou a lata de lixo em 1810

4. Aterros sanitários representam a maior fonte de metano produzido pelo homem. A cada ano, 7 milhões de toneladas de metano vão parar na atmosfera

5. Os americanos produzem 212 milhões de toneladas de lixo por ano, das quais 43 milhões de toneladas são restos de comida

6. Isso significa 711 quilos produzidos por habitante a cada ano

7. No Brasil, são 88 milhões de toneladas de lixo por ano, ou 470 quilos por habitante

8. Das 13.800 toneladas de lixo produzidas por dia na cidade de São Paulo, apenas 1% é reciclado

9. Curitiba é o município brasileiro que mais recicla: 20% de todos os resíduos

10. No mundo, o Japão é um dos países que mais reciclam: 50% do lixo é reaproveitado

11. Os americanos jogam fora 50 bilhões de latas de alumínio por ano. Todas as latas desse material que foram para o lixo nos Estados Unidos nas últimas três décadas valem quase US$ 20 bilhões

12. No quesito alumínio, o Brasil vai bem: é o país que mais recicla latas no planeta. Em 2004, foram 9 bilhões de latinhas reaproveitadas, ou 96% da produção total do país

13. Em 2002, o oceanógrafo americano Charles Moore vasculhou uma área de 800 quilômetros quadrados do Oceano Pacífico e encontrou 4,5 quilos de resíduos plásticos flutuando no mar para cada meio quilo de plâncton

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG74481-6001-421-3,00.html

Resíduos Sólidos - Classes

Resíduos Sólidos

Resíduos sólidos são materiais heterogêneos, (inertes, minerais e orgânicos) resultantes das atividades humanas e da natureza, os quais podem ser parcialmente utilizados, gerando, entre outros aspectos, proteção à saúde pública e economia de recursos naturais. Os resíduos sólidos constituem problemas sanitário, ambiental, econômico e estético.

Os Resíduos sólidos podem ser divididos em grupos, como:

1. Lixo Doméstico: é aquele produzido nos domicílios residenciais. Compreende papel, jornais velhos, embalagens de plástico e papelão, vidros, latas e resíduos orgânicos , como restos de alimentos, trapos, folhas de plantas ornamentais e outros.

2. Lixo Comercial e Industrial: é aquele produzido em estabelecimentos comerciais e industriais, variando de acordo com a natureza da atividade.

Restaurantes e hotéis produzem, principalmente, restos de comida, enquanto supermercados e lojas produzem embalagens.

Os escritórios produzem, sobretudo, grandes quantidades de papel.

O lixo das indústrias apresenta uma fração que é praticamente comum aos demais: o lixo dos escritórios e os resíduos de limpeza de pátios e jardins; a parte principal, no entanto, compreende aparas de fabricação, rejeitos, resíduos de processamentos e outros que variam para cada tipo de indústria. Há os resíduos industriais especiais, como explosivos, inflamáveis e outros que são tóxicos e perigosos à saúde, mas estes constituem uma categoria à parte.

Classes dos Resíduos

Classe 1 - Resíduos Perigosos: são aqueles que apresentam riscos à saúde pública e ao meio ambiente, exigindo tratamento e disposição especiais em função de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade.

Classe 2 - Resíduos Não-inertes: são os resíduos que não apresentam periculosidade, porém não são inertes; podem ter propriedades tais como: combustibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade em água. São basicamente os resíduos com as características do lixo doméstico.

Classe 3 - Resíduos Inertes: são aqueles que, ao serem submetidos aos testes de solubilização (NBR-10.007 da ABNT), não têm nenhum de seus constituintes solubilizados em concentrações superiores aos padrões de potabilidade da água. Isto significa que a água permanecerá potável quando em contato com o resíduo. Muitos destes resíduos são recicláveis. Estes resíduos não se degradam ou não se decompõem quando dispostos no solo (se degradam muito lentamente). Estão nesta classificação, por exemplo, os entulhos de demolição, pedras e areias retirados de escavações.

RESÍDUOS SÓLIDOS LODO



RESÍDUOS SÓLIDOS


Valorização do produto obtido na operação de secagem de lodos de estações de tratamento de efluentes

São poucos os casos concretos de revalorização dos lodos de estações de tratamento de efluentes (ETEs), considerados, até o momento, fonte de despesas e problemas. Esta matéria procura abrir uma nova perspectiva.

PREMISSA

Infelizmente, aqui no Brasil, a operação de secagem de lodos ainda é pouco conhecida e de muito má fama.

A aplicação de determinadas tecnologias tem-se apresentado pouco eficazes do ponto de vista técnico, em questão de confiabilidade mecânica e de processo. E, sobretudo, pelos custos finais demonstrados.

Além do fato indiscutível de que várias unidades de secagem de lodos instaladas, seja pelo erro na escolha da tecnologia ou pela procura equivocada de menor custo do investimento, simplesmente nunca funcionaram de forma eficaz.

Todos esses fatores têm impedido a criação de um histórico positivo e até de uma literatura sobre o resultado obtido através de um processo moderno e eficiente de secagem de lodos e as diferentes e possíveis aplicações dos subprodutos gerados por essa operação, já devidamente testado e aprovado em diversos países.

As utilidades do lodo, uma vez desidratado, não são novidade. Existe uma abundante literatura no Brasil e no exterior para demonstrar a relativa facilidade de revalorização deste by product, ou melhor, produto classe A até agora desperdiçado.

O PROBLEMA

Dizem os sábios que um tema só se evidencia quando vira problema.

No Brasil até o momento, o problema das ETE’s era de tê-las funcionando de forma confiável, ou melhor, ainda, de construí-las.

Agora que, praticamente, todos os grandes centros urbanos do país têm se equipado com modernos e confiáveis sistemas de tratamento dos efluentes domésticos e industriais, finalmente estamos colocando a pergunta:

O que fazer com os lodos gerados?

A solução convencional de dispô-los em aterros sanitários ainda é a mais utilizada.

Simples e Pratica: limpa a casa e esconde a sujeira.

Entretanto, se gasta um valor cada vez maior para destruir um produto que também tem um valor intrínseco cada vez maior. Na prática se gasta para perder. Fora das conhecidas conseqüências em termos de impacto ambiental pelas emissões de gases prejudiciais a atmosfera e o conhecido problema do enorme volume de chorume gerado. Sem se deter no perigo de transportar milhares de toneladas de um produto realmente perigoso por longas distâncias, com todo o risco de acidentes e incidentes ambientais.

Projetar uma ETE sem resolver a questão do destino final do lodo significa um trabalho incompleto.

Significa ignorar a realidade ambiental. Sobretudo, significa perder uma futura promissora fonte de renda para a entidade geradora e todo o entorno sócio econômico do empreendimento.

A SOLUÇÃO

Secar significa retirar toda água contida no lodo, até que o mesmo se torne um produto estável, definitivo, estocável, transportável, misturável. Um produto.

A secagem térmica sempre integra e complementa a operação anterior de desidratação normalmente concebida por via mecânica.

A importância de uma boa escolha tecnológica na pré-concentração mecânica (centrifuga, belt-press (filtros prensa), tanques ou tubulações desaguadoras etc.) reside no fato que quanto mais se retira água sem calor, mais eficiente e reduzida se torna a fase térmica.

Atualmente, a maioria dos aterros já não aceita um lodo de ETE que tenha acima de 70% de conteúdo de H2O.

Após a fase de evaporação o teor de umidade final pode variar de 10% até 30-40%, dependendo do destino que é dado ao lodo.

Também é importante frisar que este tema foi exaustivamente debatido num grupo de trabalho instituído pelo Conama que, através da resolução 359 de 29 de Agosto de 2006 chegou finalmente a determinar as condições necessárias para uso do lodo em agricultura.

Conforme esta resolução, não é necessário (aliás, não é especificado) só que o lodo seja seco!

É preciso que se respeitem os parâmetros específicos de contaminação microbiana e eliminação de parasitas para que a disposição em agricultura se torne possível, sem apresentar perigo pela disseminação de doenças através de vetores.

O uso de lodo, uma vez seco sanitizado, padronizado, responde basicamente a duas utilidades:
• Destino Energético
• Destino Agrícola

No campo energético, se consegue um produto final aproximadamente kcal/kg 4.500 praticamente o mesmo PCI de uma madeira molhada.

Já estão disponíveis para receber esta fonte energética alternativa as formas de cimento, com a grande vantagem de encorpar seu conteúdo de metais pesados (quando for excedente ao previsto para disposição na agricultura).

A massa cimentícia pode ser assim, o destino de toda produção de qualquer grande ETE.

Paralelamente, é possível formar briquetes do lodo seco micro-granulado para encaminhar para caldeiras comuns de biomassa, apesar da queima de material desta origem ainda sofrer série de restrições.

Porém, a verdadeira solução está na reciclagem do produto na forma de fertilizante orgânico.

Pode ser colocado sozinho no pé de plantações especificas como o café (ver as exposições pioneiras conduzidas pela Sabesp em Franca SP através do seu projeto Sabesfértil).

Pode servir de forma excelente na agricultura e reflorestamento (ver trabalho desenvolvido pelo Prof. Poggiani da Esalq Piracicaba).

Ou poderia ser utilizado como componente de uma mistura orgânica completa com demais ingredientes (esterco, cascas de ovos etc.).

Assim, o produto poderia ser incluído na atividade cotidiana dos agricultores de médio o menor porte (agricultura familiar).

Ou até já se pode imaginar seu uso na floricultura doméstica, muito pulverizada, porém em constante e explosivo aumento, na medida em que todo cidadão se dá conta de quão é importante restabelecer, até em nível pessoal, um equilíbrio com a natureza.

Proporciona, enfim, uma sinergia entre as entidades públicas de gestão ambiental no sentido que todo esforço de saneamento possa redundar em melhora de parques, jardins, mata ciliar, o moderno conceito de renaturalização de rios e córregos etc.

Também se encontra um enorme campo de utilização do Lodo Seco Sanitizado na recuperação de áreas degradadas, empobrecidas de matéria orgânica (ver experiências da EMBRAPA).

E, no final, toda aquela região do mundo que esta se desertificando e que, longe de ser pobre, poderia pagar valores consideráveis pelo produto oriundo do saneamento que nós de forma superficial jogamos em aterro.

E, sem ir tão longe, porque não jogar nosso lodo desperdiçado no nosso pobre semi-árido Nordestino?

É só um problema de visão e gestão. No Brasil, mais uma vez, tem todas as condições de se fazer isto. Idéias, matéria prima, pesquisadores, ambientalistas, tecnologia aprimorada etc.etc. Só falta fazer.

São Paulo, 25/02/07

Enrico Vezzani
Pós Graduado pela FESP- SP em Meio Ambiente e Sociedade
Diretor da Vomm Brasil
enrico@vomm.com.br

CLASSES DAS ÁGUAS



CLASSES DAS ÁGUAS


RESOLUÇÃO No 357, DE 17 DE MARÇO DE 2005
Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências.

Para conhecê-la clique no link abaixo:

http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res05/res35705.pdf

Ou se preferir, faça o download do arquivo da resolução, em pdf (você precisará do Acrobat Reader para abrí-lo), clicando abaixo:

Resolução nº 357/2005 - arquivo em pdf



CLASSIFICAÇÃO DE ÁGUAS DOCES, SALOBRAS E SALINAS DO
TERRITÓRIO NACIONAL

São classificadas, segundo seus usos preponderantes, em nove classes, as águas doces, salobras e salinas do Território Nacional:



Águas Doces

I - Classe Especial - águas destinadas:
a) ao abastecimento doméstico sem prévia ou com simples desinfecção;
b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas.

II - Classe 1 - águas destinadas:
a) ao abastecimento doméstico após tratamento simplificado;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à recreação de contato primário (natação, esqui aquático e mergulho);
d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes ao solo e que ingeridas cruas sem remoção de película;
e) à criação natural e/ou intensiva (aqüicultura) de espécies destinadas à alimentação humana.

III - Classe 2 - águas destinadas:
a) ao abastecimento doméstico, após tratamento convencional;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à recreação de contato primário (esqui aquático, natação e mergulho);
d) à irrigação de hortaliças e plantas frutíferas;
e) à criação natural e/ou intensiva (aqüicultura) de espécies destinadas à alimentação humana;

IV - Classe 3 - águas destinadas:
a) ao abastecimento doméstico, após tratamento convencional;
b) à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras;
c) à dessedentação de animais.

V - Classe 4 - águas destinadas:
a) à navegação:
b) à harmonia paisagística;
c) aos usos menos exigentes.


Águas Salinas

VI - Classe 5 - águas destinadas:
a) à recreação de contato primário;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à criação natural e/ou intensiva (aqüicultura) de espécies destinadas à alimentação humana.

VII - Classe 6 - águas destinadas:
a) à navegação comercial;
b) à harmonia paisagística;
c) à recreação de contato secundário.



Águas Salobras

VII - Classe 7 - águas destinadas:
a) à recreação de contato primário;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à criação natural e/ou intensiva (aqüicultura) de espécies destinadas à alimentação humana.

IX - Classe 8 - águas destinadas:
a) à navegação comercial;
b) à harmonia paisagística;
c) à recreação de contato secundário.

Fonte: Conselho Nacional do Meio Ambiente - Resolução nº 20 - de 18 de junho de 1986

1 de agosto de 2010

Logística Reversa e Sustentabilidade



Logística Reversa e Sustentabilidade

A crescente preocupação ecológica dos consumidores, as novas legislações ambientais, os novos padrões de competitividade de serviços ao cliente e as preocupações com a imagem corporativa têm incentivado a criação de canais reversos de distribuição que solucionem o problema da quantidade de produtos descartados no meio ambiente. A logística de fluxos de retorno, ou logística reversa, visa a eficiente execução da recuperação de produtos, reintegrando-os aos ciclos produtivo e de negócios

Fonte:http://patriciaguarnieri.blogspot.com/

A Tecnologia USINAVERDE

A Tecnologia USINAVERDE

O processo USINAVERDE de tratamento térmico e geração de energia a partir dos resíduos urbanos não recicláveis é precedido por criteriosa seleção manual/mecânica de todos os materiais recicláveis – garrafas “pet”, papelão, latas de aço e de alumínio, vidros, etc. que serão destinados à indústria de reciclagem.

Somente são submetidos ao tratamento térmico a matéria orgânica e os resíduos combustíveis não recicláveis (papel e plástico contaminado com matéria orgânica, etc) ou seja, exatamente o material que seria destinado ao Aterro.

O tratamento térmico dos resíduos no forno ocorre, em média, a 950º C. A oxidação dos gases, na câmara de pós-queima, ocorre a +/- 1050°C, com tempo de residência de 2 segundos. As cinzas são recolhidas em arrastadores submersos em corrente de água e lançadas no decantador.

Os gases quentes (cerca de 1000º C) são aspirados através de uma Caldeira de Recuperação, onde é produzido vapor a 45 Bar de pressão e 400° C.

O vapor gerado pela caldeira acionará um Turbo-gerador, gerando aproximadamente 600 kW de energia elétrica por tonelada de lixo tratado. É muito importante observar-se que a energia gerada é um sub-produto do processo de destinação final ambientalmente correta do lixo urbano e como tal uma Unidade de Tratamento de RSU jamais deve ser comparada com hidrelétricas ou termelétricas, cuja única função exclusiva é gerar energia . O processo USINAVERDE, além de aproveitar o potencial energético contido em resíduos que seriam simplesmente enterrados, contribui com a conservação da energia contida nos materiais segregados para fins de reciclagem (alumínio, metais ferrosos, vidros etc..)

Os gases exauridos da Caldeira de Recuperação são neutralizados por processo que ocorre em circuito fechado (filtro de mangas, lavadores de gases e tanque de decantação) não havendo a liberação de quaisquer efluentes líquidos.

O processo de lavagem ocorre em dois estágios: no 1º estágio, ocorre a captura dos materiais particulados ainda presentes nos gases, com a utilização de um filtro de mangas; no 2º estágio os gases são resfriados e lavados com uma solução alcalina, no interior de um lavador primário dotado de spray jets; posteriormente os gases são forçados a passar por “barreiras” de solução alcalina micronizada por hélices turbinadas existentes no interior dos lavadores, ocorrendo o chamado “polimento dos gases”.

A solução de lavagem proveniente dos lavadores é recolhida em tanques de decantação onde ocorre a neutralização com as cinzas do próprio processo, hidróxido de sódio e a mineralização (decantação dos sais), retornando posteriormente ao processo de lavagem.

Restará no decantador um precipitado salino (concentração de cálcio e potássio) e material inerte, correspondendo a algo em torno de 8%, em peso, dos resíduos para tratados. Este material está sendo testado, em substituição à areia, na fabricação de tijolos e pisos. Um módulo de 150 ton/dia gera material suficiente para a produção de 1500 tijolos/dia (1 casa de 50 m2 por dia).

Os gases limpos, após passagem por eliminador de gotículas (demister), são liberados para a atmosfera pela chaminé.

Exaustores instalados imediatamente após o filtro de mangas garantem que todo o sistema combustão dos resíduos no forno e de recuperação de calor na caldeira opere em pressão negativa, impedindo que haja vazamento dos gases da combustão diretamente para a atmosfera.

Analisando a tecnologia USINAVERDE à luz das recomendações da Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs), observamos a mais absoluta sintonia:

* No processo USINAVERDE a oxidação térmica dos gases é completa, ocorrendo a uma temperatura de cerca de 1050º C e com excesso de ar na queima de 110%, o que se reflete na eliminação total do monóxido de carbono. Os resultados dos testes indicam, no máximo, 2 ppm de CO nos gases emitidos na chaminé. Por outro lado, o método de limpeza dos gases por absorção em solução de lavagem com pH alcalino mostra-se bastante eficaz.
* O processo USINAVERDE utiliza sistemas fechados de gases de combustão (pressão negativa) e de lavagem com água alcalinizada em circuito fechado.
* No processo USINAVERDE os resíduos são tratados a uma temperatura mínima de 850ºC, e os gases, na câmara de pós-combustão, são submetidos a uma temperatura de 1050ºC com tempo de residência mínimo de 2 segundos. As temperaturas são controladas automaticamente.

A tecnologia USINAVERDE também está absolutamente alinhada com o ‘Sumário para Formuladores de Políticas’ elaborado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC/ONU) quando recomenda especificamente a incineração de resíduos com geração de energia como rota preferencial para a destinação final dos resíduos urbanos, pois impede a formação do biogás de aterro responsável por 3% do total de emissões dos gases do efeito estufa.

MECANISMO DE DESENVOLVIMENTO LIMPO

O processo de certificação da Usina Modelo do CT USINAVERDE como Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) foi elaborado em conjunto com o ‘CentroClima’ (IVIG/COPPE/UFRJ) e aprovado em 14 de outubro de 2005 pela Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima. O monitoramento das emissões do projeto foi concluído e emitida a Certificação pelo Bureau Veritas em outubro de 2007. O relatório completo do BVC encontra-se na Seção Notícias/Artigos. Os Créditos de Carbono apurados e certificados já podem ser comercializados. O projeto completo pode ser localizado no link http://acessibilidade.mct.gov.br/index.php/content/view/21087.html .

O escopo do Projeto de MDL da Usina do CT USINAVERDE é, exclusivamente, a eliminação das emissões do gás metano que seria gerado caso a mesma matéria orgânica tratada termicamente fosse depositada em seu destino final atual (Aterro de Gramacho/RJ). Entretanto, nas Usinas comerciais este escopo poderá ser bastante ampliado, considerando:

a) A localização da Unidade ao lado de um aterro ou lixão desativado, com a captação do biogás e sua utilização como combustível auxiliar no processo ou mesmo na geração de energia adicional, dará margem a créditos de carbono oriundos da redução de emissão do metano (cerca de 50% da composição do biogás de aterro) gerado pelo material ali depositado.

b) A substituição da energia produzida a partir de combustíveis fósseis pela energia gerada a partir do lixo, considerada internacionalmente como fonte alternativa e renovável. No Norte do Brasil, por exemplo, parte expressiva da energia consumida é gerada em termelétricas a diesel.

c) Redução das emissões do transporte do lixo, durante a coleta e na transferência para o aterro, que em geral localiza-se distante dos centros geradores de resíduos.

Fonte:http://www.usinaverde.com.br

BP prepara fechamento definitivo de poço no golfo do México



BP prepara fechamento definitivo de poço no golfo do México


DA FRANCE PRESSE

A petroleira BP se prepara neste sábado (31) para selar definitivamente seu poço avariado no golfo do México, origem da pior catástrofe ambiental da história dos Estados Unidos.

Após o adiamento provocado pela tormenta tropical Bonnie, o diretor executivo da petroleira britânica, Bob Dudley, revelou que espera "liquidar" o poço com uma operação denominada "static kill", com a injeção de lodo e cimento através do funil instalado em 15 de julho passado.

Na sexta-feira, Dudley previu que a operação deve ser concluída até a próxima terça.

O almirante Thad Allen, que lidera a supervisão do governo sobre a catástrofe ambiental, afirmou que é necessário algum tempo para que os engenheiros possam remover os escombros em torno do poço após a passagem de Bonnie, quando as operações foram suspensas.

O vice-presidente da BP, Kent Wells, destacou sua grande confiança no sucesso da operação "static kill".

O funil instalado há duas semanas não apresenta fissuras e "isto nos dá mais confiança sobre a integridade do poço", o que é um sinal positivo sobre o sucesso da operação, destacou Wells.

Além da operação "static kill", Wells afirmou que a BP concluirá o projeto de construção de um poço paralelo para impedir eventuais vazamentos.

De acordo com a BP, o segundo poço interceptará o fluxo ao poço danificado no prazo de dez dias, o que permitirá a realização de mais um processo de vedação do sistema, no final de agosto.

Dudley destacou que a companhia se concentrará agora na recuperação a longo prazo da região afetada pela maré negra. "Temos boas notícias (...) mas isto não significa que o trabalho terminou", disse a jornalistas no Mississippi, um dos Estados afetados pela maré negra, junto com Louisiana, Alabama, Texas e Flórida.

"Estaremos aqui por anos", garantiu Dudley no momento em que a BP anuncia um fundo de US$ 100 milhões (R$ 175 milhões) para os trabalhadores desempregados devido à moratória sobre perfurações decretada pelo governo americano.

Segundo o executivo, em breve serão retiradas as barreiras protetoras da linha costeira e haverá uma redução das equipes de limpeza que agem nas praias, mas isto não representará uma saída da região.

O maior desastre ambiental dos Estados Unidos foi deflagrado no dia 20 de abril passado, com a explosão da plataforma Deepwater Horizon, que deixou 11 mortos.

Segundo estimativas, vazaram no golfo do México entre 3 e 5,3 milhões de barris de petróleo.

31 de julho de 2010

Entenda a PNRS




Entenda a PNRS

O plenário do senado aprovou, nesta última quinta-feira o projeto de lei que institui a Política Nacional dos Resíduos Sólidos. Porém, poucos sabem o que diz essa medida, quais as suas repercussões e o que mudará caso o projeto seja sancionado pelo governo federal.
O Brasil produz, diariamente, 150 milhões de toneladas de lixo e está atualmente entre os cinco maiores produtores do mundo.

A nova Política Nacional vem para tentar minimizar este problema, uma vez que agora não apenas o governo, mas os produtores e até os consumidores são responsáveis pela destinação e tratamento correto do seu material obsoleto, através do processo de logística reversa.

Um trecho do autor Rogério Ferro, escrito no portal do Instituto Akatu, evidencia quais as medidas que cada parte deverá tomar após o implemento da PNRS:

“O que muda com a nova lei
Em geral, o projeto estabelece a “responsabilidade compartilhada” entre governo, indústria, comércio e consumidor final no gerenciamento e na gestão dos resíduos sólidos.

As normas e sanções previstas em caso do descumprimento da lei aplicam-se às pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, responsáveis, direta ou indiretamente, pela geração de resíduos.

Consumidores
- Pela lógica da “responsabilidade compartilhada”, os consumidores finais estão também responsabilizados e terão de acondicionar de forma adequada seu lixo para a coleta, inclusive fazendo a separação onde houver coleta seletiva;

- Os consumidores são proibidos de descartar resíduos sólidos em praias, no mar, em rios e em lagos.

Poder público
- Depois de sancionada a lei pelo Presidente da República, os municípios terão um prazo de quatro anos para fazer um plano de manejo dos resíduos sólidos em conformidade com as novas diretrizes;

- Todas as entidades estão proibidas de manter ou criar lixões. As prefeituras deverão construir aterros sanitários adequados ambientalmente, onde só poderão ser depositados os resíduos sem qualquer possibilidade de reaproveitamento ou compostagem;

- A União, os Estados e os municípios são obrigados a elaborar planos para tratar de resíduos sólidos, estabelecendo metas e programas de reciclagem;

- Os municípios só receberão dinheiro do governo federal para projetos de limpeza pública e manejo de resíduos sólidos depois de aprovarem planos de gestão;

- Os consórcios intermunicipais para a área de lixo terão prioridade no financiamento federal;

- O texto trata também da possibilidade de incineração de lixo para evitar o acúmulo de resíduo”

(Rogério Ferro – Insituto Akatu) – retirado do portal da internet

Nota-se, então, o evidente progresso que trará a PNRS, caso seja sancionada pelo governo. Sim, as responsabilidades aumentam, mas o planeta agradece.

Assista o vídeo feito por André Trigueiro para a sessão Cidade e Soluções

Não mais,
Eduardo

Senado aprova Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)



Senado aprova Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)
Após 20 anos de batalha aguerrida, fruto da união de forças e alinhamento de todos os setores engajados com a gestão de resíduos no País, a
PNRS foi aprovada no dia 7 de julho.
Com a sanção da lei, teremos um novo cenário na reciclagem e aproveitametno de milhares de materiais hoje descartados no lixo.
As sacolas plásticas, por exemplo, hoje utilizados para colocar o lixo doméstico, serão menos necessárias a partir da vigência da nova lei. Isto porque
os instrumentos de logística reversa e coleta seletiva, presentes na PNRS, estimularão a reciclagem e a compostagem.
É um novo momento. Parabéns a todos que lutaram pela aprovação da PNRS!
Parabéns, Conselheir@s e demais colaboradores do CONAMA,A aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos é mais uma vitória deste
Conselho, porque o Projeto de Lei aprovado contém importantes contribuições dos conselheiros, propostas desde 1999, inclusive por dois seminários
realizados em 2004 e 2005.
É uma vitória também porque diversas resoluções em vigor vêm experimentando dispositivos avançados, de acordo com competências estabelecidas
pela Lei 6.938/81, que estão sendo confirmados neste novo marco legal, a ser sancionado pelo Presidente da República, o que propiciará melhores
condições ao trabalho normativo.
Cordialmente,
Nilo DinizDiretor do Conama/MMA
Fonte: CONAMA